Matrimônio e Castidade

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Carta Pastoral

Dominar a si mesmo é ser casto.

A castidade é o domínio dos desejos que permite a você agir de forma livre e tomar decisões corretas.

Com esta mudança você se torna mais semelhante a Cristo, podendo ter uma verdadeira relação de amizade com as pessoas a sua volta e ainda torna sua comunidade um lugar melhor, pois todas as suas ações impactam seu entorno.

Caso esteja solteiro(a) ou noivo(a), a continência é seu tipo de castidade, onde você constrói força para ser um homem ou mulher digno(a) e maduro(a).

Para pessoas casadas, a castidade se dá na sexualidade do casal, que você logo saberá o que é.

Há ainda a castidade da virgindade ou celibato religioso, onde é oferecida sua sexualidade a Deus.

Algumas práticas acabam com a castidade e com o domínio de si mesmo, fazendo de você refém do pecado até a próxima confissão. São elas:

A masturbação, pois se busca apenas o próprio prazer.

O Sexo livre, pois torna outra pessoa um objeto e não se assume responsabilidades;

A pornografia ofende a intimidade e naturalidade do ato, além de ser falsa;

A prostituição, pois torna a outra pessoa mero objeto;

O estupro, pois ofende a liberdade e provoca traumas profundos;

O Casamento é chegar até Deus pelo amor criador Deus vive consigo mesmo em uma comunhão profunda de amor. Você é a imagem e semelhança de Deus, portanto deve alcançar esta mesma
comunhão.

Mas como?

O matrimônio é um dos caminhos, onde os namorados tornam-se um único espírito e vivem em uma unidade de amor. Bonito não é? Agora, a sua comunhão espiritual com seu cônjuge se dá na sexualidade.

A sexualidade é a capacidade de amar e procriar.

A sexualidade do casal existe dentro de duas coisas: fidelidade e procriação. Através dela encontra-se a alegria plena da vida conjugal.

É claro, há uma grande responsabilidade no ato, pois ele é criador. Você enquanto casal, deve estar aberto à vida.

O filho é uma dádiva de Deus, pois nasce do amor unificado do casal. Além do mais, pai e mãe recebem o privilégio de exercer a “Paternidade de Deus”, ou seja, educar seu filho no amor.

Existem algumas ofensas ao matrimônio O Divórcio, pois esta aliança é um paralelo à aliança de Cristo com a humanidade (Jesus não desceu da cruz, não é mesmo?). Existem casos onde é necessária a separação física, devido a abusos, mas o matrimônio ainda existe.

O Adultério é uma ofensa ao direito do seu cônjuge e uma injustiça.

A poligamia (mas o convertido ainda precisa prestar contas às ex-esposas e filhos).

O incesto corrompe as relações familiares e é uma volta à animalidade A união livre, pois é uma falta de compromisso e responsabilidade para o próximo.

Por fim, alguns defendem o direito à experiência. Nada garante esta experiência, pois ela não se fundamenta no amor e união do casal.


Promoções

Como comemorar o Dia dos Namorados de forma cristã


Hoje em dia temos tantas festas pagãs que sempre ficamos na dúvida, é permitido comemorar tal festividade? E em relação ao Dia dos Namorados, acredito que a resposta seja um unânime sim, desde que seja de uma forma que agrade a Deus, o dia dos namorados pode ser celebrado com pureza e respeito. Sempre aprendemos que devemos amar e demonstrar esse amor a quem amamos e não há dia melhor para isso.

Pensando nisso podemos nos questionar, mas como comemorar de uma forma cristã?

• A primeira dica é junto de Deus, participar de uma Missa, visitar o Santíssimo ou rezarem juntos para agradecer pela pessoa amada e entregar o relacionamento aos planos de Deus.

• Outro ponto é dar algum presente que a pessoa esteja querendo ou saiba que vai gostar, melhor ainda se for algum artigo religioso, algum livro, a imagem de algum santo, especialmente se for o de devoção,
neste momento a criatividade pode rolar solta!

• Durante o dia podem sair para almoçar/jantar, fazer algum passeio que gostem, conhecer um novo lugar, realizar alguma atividade que seja do agrado dos dois, por exemplo assistir um filme.

• Por último pode-se organizar um evento na paróquia/capela, seja uma festa com algum show; um evento mais simples com algumas atividades como brincadeiras e momentos para declarações etc.; ou até mesmo uma palestra relacionada ao namoro, preparação para o matrimônio…

Mas claro, devemos lembrar que não é só porque é Dia dos Namorados que vale tudo, é um dia para demonstrarmos afeto ao nosso namorado(a), mas não de idolatrar a pessoa fazendo tudo por ela
sem se dar ao respeito, é importante também ter consciência que é um dia que estamos com os nossos sentimentos mais aflorados, então devemos tomar cuidado para não acabar pecando contra a castidade, é bom evitar ficar muito tempo sozinhos em locais que não tem a presença de mais ninguém.



Vocacional


O que é a Vocação do Matrimônio?

Vocação matrimonial é o convite feito por Deus a um homem e uma mulher a se unirem num relacionamento, de profundo amor e santidade, e para viverem uma só realidade e um só projeto com a finalidade de ambos alcançarem o céu, a morada eterna, selando de forma definitiva uma união com Cristo.


Como discernir a Vocação Matrimonial?

Para termos um bom discernimento é importante começarmos com um propósito de um namoro santo, para que possamos chegar no matrimonio. Nessa caminhada temos alguns pontos muito importantes
para que possamos chegar lá:

O primeiro deles, é a oração. São Josemaria Escrivá conta que o ambiente mais propício para se descobrir uma vocação é o ambiente de oração, não tem para onde correr.

Por isso, em todas as orações peça que o Espírito Santo te mostre qual é a vontade dEle para a sua vida.

Ademais, sempre esteja na graça, confessando-se e comungando frequentemente, e a oração limpa os nossos “ouvidos espirituais” e nos
permite ouvir Deus mais nitidamente.

Segundo ponto muito importante é a paciência, nem sempre discernir
a vocação é fácil. Às vezes demanda tempo e está tudo bem.

Terceiro ponto é ter compromisso. Como é relatado em Marcos: “Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão
uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne.

Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”‘ (MC 10 6-9) . É preciso termos um compromisso um com o outro, e um amor recíproco do casal.


Dicas para um bom discernimento:

Por fim, separamos algumas dicas para auxiliar você a discernir a vocação matrimonial.

Algumas delas são: Importante que o casal tenha uma direção espiritual, mensalmente, com o Padre. Quando houver oportunidade, participar de recolhimentos de namorados, ou até mesmo formações com casais que tenha um exemplo que um belo matrimônio. Uma vida de oração constante. Continuar perseverante na caminhada do CLJ, como tantos exemplos de jovens e tios. E se doar um ao outro.

E para finalizar como diz Santo Agostinho “A medida do amor é amar sem medida.”

Shalom!



Montagem


Casamento: Um eterno namoro!

Quando nos convidaram para escrever esse texto para o Diocesaninho, a primeira coisa que nos veio à ideia, foi o olhar que tivemos um para o outro na primeira reunião de pré do CLJ, que participamos juntos aqui em Canela, a mais de trinta anos atrás. Aquele olhar de encanto, da primeira vez, deve ser o mesmo olhar que precisamos ter um para com o outro em todos os dias da nossa vida.

O casamento pressupõe dificuldades, enfrenta doenças, crises financeiras, diferenças entre a criação de um e do outro, pressupõe divergência de ideias, mas acima de tudo pressupõe a certeza do querer estar junto, independente do que aconteça.

Para os casais de namorados ou de noivos do CLJ, ou fora dele, fica o testemunho de um casal que aprendeu a conviver com as diferenças e aprendeu a amadurecer com elas e torná-las aliadas para o crescimento
de ambos.

Precisamos deitar todas as noites com o beijo de boa noite, o desejo de durma bem e a esperança no até amanhã, e levantarmos todos os dias com o beijo do bom dia, a benção do sinal da cruz um no outro e o beijo na aliança, pois com isso o dia se torna leve e a vontade de chegar à noite e se reencontrar estimula todos os passos do dia.

No nosso casamento nos apaixonamos várias vezes, mas sempre pela mesma pessoa, pois é ela que vai nos levar ao céu e é a ela que queremos dar o céu. Sejam eternos namorados, e lembrem a cada dia, que se rezarem juntos e partilharem tudo juntos, também juntos se reencontrarão na eternidade.



Folclore


Dica de livro:

O livro “As Cinco fases do Namoro” (Canção Nova, 2013, 183 p.) do autor Sandro Arquejadada, do qual vou falar aqui, não serve apenas para pessoas/casais que namoram, mas também para pessoas que desejam ter um namoro cristão!

O Livro conta um pouco sobre como eram os namoros antigamente, como ele era tratado socialmente, tanto no Brasil quanto em outros países. Ele conta também sobre os costumes dos jovens de hoje, sobre o “ficar” e como isso prejudica a vida espiritual, física e mental dos mesmos!

Sandro também da dicas sobre como devemos ser, sobre amar e querer o
bem do outro!

“Namoro é o tempo que precede o matrimônio, a época de conhecer e amar uma pessoa e preparar-se para o casamento.” (p. 24)

Ele fala também sobre essas tais Cinco fases e nos fazem pensar se
estamos passando por elas e sabendo lidar com cada uma.

O autor inclusive nos fala sobre as 3 formas de amar que Jesus Cristo
usa para perguntar as 3 vezes a Pedro se ele o ama! Explicando que a língua grega classifica o amor através de três palavras: Eros, Philos e
Ágape. Eros é o amor romântico (paixão, libido, que expressa desejo e contemplação da beleza exterior); Philos é o amor desapaixonado (como o que sentimos por familiares e amigos); e Ágape é o tipo de amor mais
puro e altruísta (que é identificado pela doação total da vida pelo outro).

“Amar é simples no ser, mas requintado no servir, porque é para alguém que fará parte da sua existência” (p. 72)

Assim encerro essa indicação e digo, vale a pena ler esse livro!




Liturgia


Sabemos que a oração é indispensável na vida de qualquer católico, é ela que nos mantem de pé, nos da força para lutar contra o pecado, nos capacita a amar, e nos aproxima de Deus, precisamos rezar tanto quanto respirar, é a chave para nossa vida espiritual e a saúde de nossa alma.

Como nos diz São Tomás de Aquino “A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, reconhecendo-O como único autor de todos os bens”.

No namoro, devemos rezar juntos, nos unirmos em oração sempre que possível, pedindo a Deus forças para vencermos as tentações da carne, que sabemos que são as grandes armadilhas do inimigo contra a castidade e a pureza. Casais, peçam sempre a intercessão de Nossa Senhora e São José por estas causas, sem a oração não serão capazes de
se amar, de se doar, se entregar e renunciar.

Aproveitam a vontade de falar com a pessoa amada todos os dias, e façam o propósito de rezarem juntos todos os dias, nem que seja por 5 ou 10 minutos, pessoalmente ou por chamada de vídeo, mas rezem!

Rezem o Santo Terço juntos sempre que puderem, pelo namoro e um pelo outro.

Nosso Deus é um Deus que se agrada de compromissos. E se você não
consegue fazer isso com quem está ao seu alcance, imagine com Ele. As
consequências dessa falta de compromisso. A família é um projeto do coração de Deus, e o diabo quer destruí-la. Logo, namoro sem compromisso leva a casamentos desfeitos e relacionamentos também sem compromisso

“Não se esqueçam de que, para ser autêntico, também o amor exige um caminho de amadurecimento: a partir da atração inicial e do ‘sentir-se bem’ com o outro, eduquem-se a ‘amar’ o outro, a ‘querer o bem’ do
outro. O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito do outro.” Bento XVl, Papa Emérito.

“O amor abre-te às surpresas, o amor é sempre uma surpresa, porque supõe um diálogo entre dois: entre o que ama e o que é amado. E de Deus dizemos que é o Deus das surpresas, porque Ele nos amou sempre primeiro e espera-nos com uma surpresa”

“Peçamos ao Senhor que nos faça entender a lei do amor. Que bom é
ter esta lei! Quanto bem nos faz amarmo-nos uns aos outros contra tudo!”

Nesse mês de junho, intensifiquemos nossas orações para o o Amor.
Um amor verdadeiro puro de coração para com o outro, um amor que
possas santificar no dia a dia, um amor verdadeiro que não mede
esforços para demonstrar-lhe. Um amor Santo.

Pedimos a intercessão da bem Aventurada Virgem Maria e de seu esposo São José, para que através de seu exemplo de amor a Deus e de sua família possamos viver o amor mais puro e verdadeiro com as pessoas que estão em nossa volta!



Oração dos Namorados

Deus Pai, fonte de amor, abre nossos corações e nossas mentes para
reconhecer em Ti a origem e a meta do nosso caminho de namorados. Jesus Cristo, esposo amado, ensina-nos a vida da fidelidade e do respeito, mostramos a verdade de nossos sentimentos, faz-nos disponíveis ao dom da vida.

Espírito Santo, fogo do amor, acende em nós a paixão pelo Reino, a
valentia de assumir decisões grandes e responsáveis, a sabedoria da ternura e do perdão. Deus, Trindade do Amor, guia os nossos passos. Amém


Oração para proteção do relacionamento – São Valentim


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
São Valentim, que semeastes a bondade, o amor e a paz na Terra, sede
meu guia espiritual.
Ensinai-me a aceitar os defeitos e as falhas do meu companheiro e
ajudai-o a reconhecer as minhas virtudes e vocações.
Vós, que compreendeis os que se amam e desejam ver a união
abençoada por Cristo, sede nosso advogado, nosso protetor e nosso
abençoador. Em nome de Jesus! Amém!


Oração para pedir as bênçãos de Santo Antônio no namoro

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Santo Antônio, que sois invocado como protetor dos namorados, olhai por
mim nesta fase importante da minha existência, para que eu não perturbe este tempo bonito da minha vida com futilidades e sonhos sem consistência. Mas o aproveite para melhor e maior conhecimento daquele ser que Deus colocou a meu lado e para que ele também melhor me conheça.
Assim, juntos preparemos o nosso futuro, em que nos aguarda uma família que, com vossa proteção, queremos cheia de amor, de felicidade, mas sobretudo da benção de Deus.
Santo Antônio, abençoai este nosso namoro, para que transcorra no amor, na pureza, na compreensão, na sinceridade e na provação de Deus. Amém.
Termine rezando 1 Pai Nosso, 1 Ave-maria e 1 Glória.


Ligação


Testemunho de um namoro que busca o Céu

Para falar de testemunhos de namoro que buscam o Céu, nada melhor do que recorrer a história daqueles que, comprovadamente pelo ministério da Santa Igreja, tiveram uma vivência de santidade, não é mesmo? Pois bem, você já ouviu do Beato Carlos e da Serva de Deus Zita?

Essa história começa em meados de 1909, quando Carlos, um jovem de 23 anos que seguia carreira militar, e Zita, de 18 anos, concluindo seus estudos, encontram-se em Franzensbad, na Áustria, e começam a interessar-se mutuamente um pelo outro. Possuindo parentes em comum, oriundos de uma descendência real, regularmente encontravam-se durante as visitas na casa de Tia Anunciata, onde também dedicavam-se a frequentar locais religiosos como o Santuário Mariano de Mariazell.

Sempre acompanhados de muito respeito, paciência e discernimento, estes foram os primeiros passos para que os jovens percebessem que Deus tinha um plano maior para eles!

Foi em visita ao Santuário, que Carlos, em frente ao Santíssimo Sacramento, fez sua proposta de noivado para Zita e, desde então, os
dois trilham em conjunto sua caminhada rumo à santidade através do namoro.

Este tempo de preparação para o matrimônio foi sempre bem vivido por ambos, como atestam aqueles que estavam ao seu redor. Em escritos de 1911 encontramos trechos onde Zita ressalta “Mais para você do que para mim”, indicando que sua felicidade consistia em sair-se de si e doar-se inteiramente para o futuro esposo. O desejo de ambos era conceber uma família cristã, por isso, preparam-se com os exercícios espirituais de
Santo Inácio de Loyola, viviam a castidade, conviviam saudavelmente, até mesmo pediram a benção ao Papa Pio X em uma visita ao Vaticano e declaravam “Agora, devemos nos ajudar um ao outro a chegar ao céu”, mostrando que, de fato, o maior objetivo era a santificação de ambos e não a satisfação de meros desejos humanos.

Todo este tempo de namoro foi frutífero ao longo da vida matrimonial, que foi repleta de provações, desafios, doenças físicas, fome, exílio de guerra e percalços, mas em todo momento permanecia a fidelidade e a busca por Deus, até mesmo no leito de morte de Carlos, quando a esposa Zita recitava suas devoções em auxílio das dores.

Um bom matrimônio começa na doação e no desejo do Céu desde o namoro. Sabemos que esta etapa foi feita para acabar, seja no altar ou em busca da vocação em outras esferas, porém, não podemos deixar que
os relacionamentos sejam em vão e não deixem rastros de santidade.

Por fim, fica fácil evidenciar que o namoro que busca o Céu é muito mais do que atração física, satisfação pessoal e expectativas, mas também doação, entrega, sacrifício, renúncia e uma constante vontade de cumprir os planos do Bom Deus, discernindo, através da oração, companheirismo e fidelidade.


Pré


Ficar

Quem ama de verdade quer compromisso, e para isso existe o namoro, um tempo de conhecimento, identificação de ideias e troca de afetos, para assumir com a pessoa amada um sacramento para toda vida.

Ultimamente, temos presenciado uma liberalidade e relativização de muitos conceitos de moral e ética que deturparam a mentalidade, principalmente dos jovens na área afetiva e sexual. Os namoros são
desregrados e sem o sentido do amor verdadeiro. Tudo é válido pela
busca do próprio prazer.

Surgiu, então, o “ficar”! Comportamento de quem namora sem assumir a essência de um relacionamento: o compromisso.

Por que, então, não se deixar levar por essa onda? Primeiramente, porque essa prática é contrária aos princípios cristãos e ao sentido pleno
da existência humana. Fomos criados para amar e não para viver o egoísmo.

As pessoas aprendem a qualificar as outras por padrões pré-fixados, seja pela mídia, por modismos ou status. Beleza física, condição social, influência que a pessoa possui etc. Isso os faz parar nas primeiras impressões a respeito dos outros.

Não existe a amizade, só o interesse de um tempo que o faz olhar somente para o exterior dos outros, como se fossem um produto. Deixa de existir a oportunidade de um casal aprender a se amar pelas diferenças, pelos erros e pela capacidade de perdão. Também não há espaço para mostrar feridas e defeitos, pois o que conta é o que o outro aparenta de melhor.

Outro ponto é quando os padrões saem da concepção própria e são influenciados pela opinião dos amigos. Um exemplo, é deixar de estar com alguém que se está aprendendo a amar pela não aceitação do seu círculo de amizades. Ou então, querer “ficar” com alguém popular ou com o maior número de parceiros, para causar boa impressão no grupo.

Isso também não é positivo.

Há também a dimensão do orgulho e da vaidade. Os dons e qualidades de um ser humano são colocados à disposição da sensualidade e da sedução.

O que a Palavra de Deus ensina sobre isso?


Na Palavra de Deus, podemos também encontrar argumentos contrários à prática do “ficar”. O Livro da Sabedoria, no capítulo 1, versículo 16, começa a narrar o pensamento do ímpio e se estende até o capítulo 2, onde, no versículo 6, diz assim: “Agora, portanto, gozemos dos
bens presentes e aproveitemos das criaturas com ânsia juvenil”.

Quem tem o anseio de santidade e de um dia constituir uma família
não pode pensar nem agir como os ímpios. “Ficar” é moldar-se a não
assumir compromissos.

Se você pretende viver a sua dimensão afetiva da melhor forma possível, ou melhor, se você quer colocar intensidade na natureza do seu coração, não tenha iniciativas de olhar o outro como um mar que deságua rios de egoísmo, mas sim viver tudo o que o amor tem a lhe oferecer.

Amar é simples no ser, mas requintado no servir, porque é para alguém que faz parte da sua existência. Namore, conheça, encare a outra pessoa como um mistério a ser desvendado, aprofunde a amizade e seja parte da vida dela. Em pouco tempo, você estará participando da sua confiança.

Tenha sentimentos puros, acredite na pessoa, ajude-a a se descobrir nas mais belas aventuras dentro dela mesma, viaje por caminhos do seu interior, no qual sempre estiveram abertas as estradas, mas das quais nunca foram contempladas as belezas. Direcione sua afetividade, a capacidade de amar que há em você, para onde vale realmente a pena investir.

Seja curado por seu relacionamento e não destruído por ele. Não aceite ser vítima de si mesmo, por não corresponder a toda força do amor que existe em você. Não seja um refém da imposição que este mundo nos submete, ensinando o que é errado como se fosse uma virtude.


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