Namoro – Tempo de espera e discernimento

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Foi com muita alegria que recebi o convite para escrever para o jornal, desse movimento do qual participei por vários anos e, justamente, sobre o tema do namoro e da castidade. Tema que me acompanha há vários anos, por diversas realidades que se apresentaram, desde o meu tempo de seminarista.

 

namoro

 

Assim, uma pergunta que se poderia fazer antes de iniciar o namoro seria:

 

Minha vocação é matrimonial?

 

Caso não se tenha clareza disso, por que não fazer um discernimento vocacional e iniciar o namoro após compreender que a vontade de Deus é realmente o matrimônio?

 

Muitas vezes, também é importante estar com o coração sereno para iniciar o relacionamento.

 

É comum histórias de pessoas que saem de um relacionamento machucadas e buscam a cura em um novo relacionamento.

 

Nesses casos sugiro aos jovens um “tempo de cura”. Deixar o coração bem, antes de iniciar um novo relacionamento.

 

Assim, com o coração curado e sereno, procura-se alguém compatível, com a ajuda de Deus, da Virgem Maria, do anjo da guarda e dos santos de devoção.

É importante ficar atento, pois essa pessoa pode estar bem ao lado. Quando pensar que encontrou, seria interessante uma conversa sincera.

 

Alguns grupos falam em pré-namoro, antigamente falava-se de “pretendentes”.

 

Enfim, caso fosse possível fugir um pouco da paixão e da mera questão estética.

 

Claro que o sentimento e a estética ajudam, mas sabemos que isso passa dentro de poucos anos. Precisamos ir além da paixão e da estética, lembrando que somos seres racionais.

 

Uma vez que tenha iniciado o namoro, é importante entender como sendo uma fase de conhecer o coração, e não o corpo, pois no caso de pessoas que queiram crescer na virtude, o coração será cada vez melhor.

 

E como se conhece o coração?

 

Conversando, conversando muito, com muita sinceridade. O seguinte ditado é verdadeiro: “case-se com alguém com quem você vai conversar a vida toda, porque no fim, o que sobra é o chimarrão” !

 

Caso durante esse tempo de conhecimento mútuo, o rapaz ou a moça vejam que não existe a compatibilidade adequada para o matrimônio, novamente uma conversa franca seria importante e que permaneça a amizade.

 

Muitas pessoas, erroneamente, pensam que viver a castidade é não fazer sexo antes do casamento e, ainda pensam que sexo é apenas o ato da conjunção carnal. Castidade é muito mais do que isso!

 

Particularmente, gosto de dois conceitos:

 

“Castidade é uma afirmação decidida de uma vontade e namorada”

(São Josemaria Escrivá)

 

E uma “vivência da afetividade e da sexualidade de acordo com seu estado de vida”. Logo, não é uma negação, mas uma afirmação, uma vivência. Não é uma represa, mas leitos de um rio, os quais garantem que a água chegue limpa até o seu deságue.

 

Quando ocorre erosão, a água fica suja e, possivelmente, não consegue chegar ao seu deságue natural, ficando pelo caminho.

 

Sugiro algumas dicas para viver a castidade, em todos os estados de vida: nas orações, suplicar a intercessão de Nossa Senhora, através da oração do terço; antes de dormir rezar três ave Marias (devoção muito associada ao escapulário) e persignar a cama e a si mesmo com água benta.

 

Penitência: banho frio, dormir no chão, comer mais do que não gosta, comer menos do que gosta, unindo nossas dores às dores de Cristo na cruz.

 

Precisamos treinar a nos dizer “não” em coisas menores para, quando aparecerem situações maiores, estarmos prontos.

 

Dicas para a castidade no namoro

 

Suplicar a Deus a castidade!

 

O casal deve rezar junto! Pela castidade, pelo futuro, pela sinceridade.

 

Não ficar sozinhos no quarto, não dormir juntos, viajar acompanhados, pois terão a vida toda para ter privacidade.

 

Não confiar em si mesmos, pois todos nós temos a marca do pecado original.

 

Lembrar que as carícias estão mais para preliminares sexuais do que para carinho de namorados. No meu tempo de movimento onda, lembro da resposta de um tio, quando a primeira filha dele começou a namorar:

 

“Filha, você pode fazer com o teu namorado tudo o que você faria na minha frente”.

 

Namoro é tempo de fazer carinho no cabelo, nas mãos, sem beijos demorados.

 

Vários são os casos de namorados que passam a conversar cada vez menos, quando a questão da castidade vai se perdendo.

 

Caso ocorra alguma queda, no grau que for, deve-se buscar com urgência o sacramento da reconciliação, começar e recomeçar, colocando os meios para a mudança, desejando firmemente não mais pecar, fazendo o maior bem possível em todos os momentos.

 

Assim, atentos à vontade de Deus, com muita oração e penitência, vivamos cada vez melhor nossa afetividade e sexualidade, cada vez mais livres para fazer o bem!

 

Que Nossa Senhora e Santo Antônio. Intercedam por todos, especialmente pelos namorados do movimento CLJ.

 

pe Elton

PADRE ELTON MAYER
PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO – LIBERDADE

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