Preparação para Morte

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CARTA PASTORAL


Estimados jovens e tios do Movimento CLJ, eu desejo que a Graça e Paz de Deus estejam com todos vocês.

Estamos no mês de novembro, um mês especial, pois começa com o com a Solenidade de todos os Santos, dia 1º de novembro, que no Brasil é transferida para o Domingo seguinte. E também pelo dia 2 de novembro, onde celebramos por todos os fiéis defuntos, o chamado dia de Finados.

Essas duas comemorações são muito importantes na nossa liturgia e espiritualidade, vamos falar um pouco de cada uma delas.

Em primeiro lugar, a Solenidade de Todos os Santos é o dia em que a Igreja celebra não só os santos que estão no Cânon da Igreja, os Santos conhecidos, São José, São João Batista, São Pedro ou São Paulo, mas todos os santos, aqueles anônimos, aqueles que não foram reconhecidos como tais aqui neste mundo, mas que corresponderam com a Vontade de Deus, confiaram na misericórdia e viveram santamente, esses hoje estão no Céu junto com todos os outros santos.

Muitos deles nós conhecemos, conviveram conosco ou em nossos
tempos, e se pudéssemos abriríamos um processo de canonização deles.

Assim, portando, é um dia de muita alegria no Céu e na Terra. E a Oração do dia nos ajudar a rezar e meditar a alegria deste dia: “Deus eterno e todo-poderoso, que nos dais celebrar numa só́ festa os méritos de todos os Santos, concedei-nos por intercessores tão numerosos a plenitude da vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.”

Na celebração por todos os féis defuntos, o Finados, a Igreja reza pelas almas do Purgatório. São aqueles que morreram em comunhão com Deus, porém não totalmente preparados para irem para o Céu e, portanto, precisam de um tempo de “purga”, que em nosso vocabulário significa: Limpar, purificar pela eliminação das impurezas ou matérias estranhas, ou ainda, livrar-se de obstipação intestinal ou de impurezas interiores por meio de purgantes ou outros medicamentos.

Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seus pecados”. (2Mc 12,46)

O Catecismo da Igreja Católica nos números 1030 e 1031 nos ajudar a entender: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador.”

Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial a Santa Missa, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos.

Diante dessas breves palavras sobre as celebrações do início do mês de novembro é que nós queremos meditar sobre a preparação para a morte, pois estamos nessa vida, mas devemos ter o olhar na verdadeira vida, a Vida Eterna, na qual se dá através da morte. Por isso devemos viver bem, em comunhão com Deus e assim estaremos sempre preparados para a morte. Isso não se faz do dia para noite, isso é um trabalho de uma vida inteira de conversão, de busca pela santidade, de correspondência à Vontade de Deus. Não estamos sozinhos, estamos na Igreja e contamos com a intercessão de Todos os Santos e a oração de toda a Igreja, também temos os movimentos, no nosso caso o CLJ que nos ajuda nessa caminhada rumo ao Céu.

Para encerrar esta Carta Pastoral, deixo aqui o Evangelho do dia de Finados que é do Evangelista Lucas 12,35-40, e serve muito bem de meditação sobe a vigilância que devemos ter em relação à morte.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
Virgem Santíssima, intercedei por nós!
Divino Espírito Santo, iluminai-nos!
Amém!



MONTAGEM


O valor do tempo

O tempo é dom de Deus. É com o tempo que conseguimos fazer tudo aquilo que nos é confiado como ficar com a família, estudar, trabalhar, aproveitar com os amigos, evangelizar enfim, tudo que fizemos no nosso dia a dia, mas para isso é preciso ter ordem pois sem ela fizemos um mau uso do tempo e o que era pra ser algo valioso se torna algo banal.

O tempo também é importante para a nossa conversão porque estamos sempre em constante crescimento na nossa vida espiritual, basta pararmos para pensar na nossa vida espiritual há cinco anos, era bem diferente do que é hoje, não é mesmo? Pelo menos deveria ser, porque se nada mudou é porque talvez o uso do tempo não esteja tão bom quanto deveria ser.

Mas além de ser importante para nós, o tempo é importante para o outro também, para aqueles que não creem no mesmo que nós. É com o nosso tempo que podemos mudar o do outro, somos nós que devemos fazer o outro ver a beleza do Amado e conseguimos fazer isso através das nossas orações, atitudes, conversas. Ajudar na conversão do outro não é tarefa fácil, exige muito tempo e amor porque apenas com essas duas coisas que conseguiremos chegar no objetivo final.

“Empenhar a vida em uma causa que vale a pena” – Dom Henrique Soares

Assim devemos viver o nosso tempo, empenhando sempre em uma causa que valha a pena porque só assim que ele será realmente bem aproveitado, seja para mim ou para o outro.




PÓS


O que é o inferno?


O inferno, a partir das Sagradas Escrituras e da Tradição, bem como de inúmeras declarações do Magistério da Igreja, não resta dúvida de que o inferno existe – e não acreditar neste dado revelado é afastar-se da fé católica;

E, apesar de que exista, o inferno não é criação de Deus, mas uma invenção diabólica, realidade na qual podem adentrar também os seres humanos, com a sua liberdade.

Na encíclica Spe Salvi, o Papa Bento XVI faz alusão a recentes episódios da história do mundo em que ficou evidente como o uso abusivo da liberdade pode levar, já neste mundo, a uma opção irremediável pelo mal:

“Pode haver pessoas que destruíram totalmente em si próprias o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas nas quais tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor em si mesmas. Trata-se de uma perspectiva terrível, mas algumas figuras da nossa mesma história deixam entrever, de forma assustadora, perfis deste gênero. Em tais indivíduos, não haveria nada de remediável e a destruição do bem seria irrevogável: é já isto que se indica com a palavra inferno.”

O inferno não se trata, pois, de uma hipótese teológica, mas de uma constatação histórica, cuja possibilidade se torna bem concreta, se o ser humano olhar com sinceridade para o próprio coração. Fatalmente, a criatura pode sim afastar-se de seu Criador.

Permanecer na fé da Igreja, portanto, é o caminho seguro. Que os pregadores da Palavra voltem a falar do inferno, não para aterrorizar as pessoas, mas para fazê-las crescer no amor. A caridade não pode ser levada a sério se não se tem uma verdadeira repulsa pelo mal e pelo eterno afastamento do Sumo Bem, que é Deus.



LITURGIA


Este ano celebramos o ano da Misericórdia. O Santo Padre nos pede para refletirmos um pouco sobre a divina Misericórdia. Que possamos entender que pesar de nossas misérias e fraquezas onde muitas vezes nos sentimos longe de Deus sempre há um Deus justo que nos Ama independente de nossas falhas, isso é a Misericórdia do Pai. A Misericórdia de Deus veio para nos aliviar e nos fazer felizes sempre, como disse Jesus:

“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.

Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.”

Ser misericordioso é não julgar as pessoas, pois a Misericórdia não julga os filhos e filhas de Deus e sim os resgata de suas misérias, pois assim nos disse Jesus: “Se alguém ouve minhas palavras e não as guarda, Eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo.” (Jo 12,47). A partir de Jesus, que a Misericórdia nos leva à libertação e à salvação. A misericórdia de Deus não faz distinção de seu Amor as pessoas, pois Deus nos criou para Ama- lo e adora- lo pelos séculos dos séculos.

Por isso já dizia São Paulo: “Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus. Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.” A Misericórdia não nos exige nada em troca, pois é gratuita, espontânea e fruto da livre vontade de Deus: “Esta é a expressão mais simples que resume todo o Evangelho, toda a fé, toda a teologia: Deus nos ama com amor gratuito, e sem limites. É assim que Deus nos ama”. (Papa Francisco no Angelus de 15/03/2015). Precisamos entregar nossos medos, angústias, inseguranças, nossas misérias a Deus sem ter medo, simplesmente se dar por inteiro ao amor do Pai. E que possamos pedir ao Espírito Santo a ajuda necessária para uma ação renovadora e purificadora de nossas almas, para no libertar de todas ações que não agrada a Deus em nossa vida.

Que ao longo do mês de novembro possam aprofundar seus estudos na misericórdia, tendo como exemplo Santa Faustina que foste propagadora da Divina misericórdia. Aqui está uma oração para se fazer e meditar todos os dias. Coloquem intenções pessoais no início e ao final.

Jesus Misericordioso, eu confio em Vós

Ó Deus de grande Misericórdia, bondade infinita, toda a humanidade clama do abismo da sua miséria a Vossa Misericórdia, a Vossa Compaixão. Deus clemente, não rejeiteis a oração dos exilados desta terra. Senhor, bondade inconcebível, que conheceis profundamente a nossa miséria e sabeis que com as nossas próprias forças não temos condições de nos elevar até Vós, por isso suplicamos, adiantai-vos ao nosso pedido com a Vossa graça e multiplicai em nós sem cessar a Vossa
Misericórdia, para que cumpramos a Vossa Santa Vontade durante toda a nossa vida e na hora da morte. Que o poder da Vossa Misericórdia nos defenda dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para que aguardemos com confiança, como Vossos filhos, a vossa vinda última, dia que somente a Vós é conhecido, e esperemos que alcancemos tudo que nos foi prometido por Cristo, apesar de toda a nossa miséria, porque Cristo é a nossa confiança; pelo seu Coração Misericordioso, como por uma porta aberta, esperamos entrar no Céu. Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos e propaguemos a Vossa misericórdia por toda a eternidade.
Amém.


PROMOÇÕES


O destino é o Céu!

No mês de novembro a igreja católica tem uma data muito importante que é no dia 02 de novembro, Finados, conhecido por muitos por mais um feriado no ano!

A importância desta data para os católicos é imensa, utilizamos este dia para rezarmos por aqueles entes queridos que já faleceram.

Uma frase que provavelmente muitos já tenham escutado ou até questionado: “Ah, mas porque rezar para uma pessoa que não está mais aqui?”

A resposta é que devemos rezar por estes entes queridos, pois eles podem estar precisando de nossas orações para alcançar o céu. Muitos falam: “Ah, agora ele descansou e está no céu com Deus!” E não sabem que devemos rezar pela alma daquela pessoa, pois ela pode estar ainda no purgatório esperando por uma oração, para assim poder chegar ao céu.

Essa oração nada mais é que uma interseção que fizemos pedindo para que aquela pessoa alcance o céu!

O falecido pode pedir por ele mesmo para chegar até o céu? A resposta é, não! Ele não pode, pois ele só está no purgatório com a alma e não com o corpo, por isso tem nós que ficamos aqui em terra para pedir por ele.

E se a pessoa já está no céu? A nossa oração é em vão? Não, a nossa oração é destinada para aquela alma que mais precisa de uma oração lá no purgatório, aquelas que os familiares e amigos que ficaram na terra não rezam por ela, por isso também temos nas intenções da Santa Missa, “pelas almas do purgatório” pois é nosso dever como cristãos católicos, rezarmos pelas almas daquelas pessoas.

Também temos outra data bem importante que é a do dia 1 de novembro em que a igreja celebra o dia de todos os Santos, que nada mais é, aquelas almas que já estão no Céu, aquelas que já receberam a misericórdia e a graça de Deus!

Nós católicos acreditamos que há o purgatório, pois é lá onde a alma se livra da mancha de todo o pecado e recebe a misericórdia de Deus para chegar ao céu.

A nossa meta é chegar ao Céu, então que possamos querer que mais almas cheguem ao céu também, rezando por elas!

Já diz São Maximiliano Maria Kolbe – “A tua primeira preocupação deve ser a tua própria santificação”! Que possamos ser Santos e interceder para que mais pessoas e almas que estão no Purgatório sejam Santos também!

E finalizo perguntando a vocês… o teu destino é o Céu?

Que Maria interceda por todos nós, até a próxima!




FOCLORE


Por que a caveira é o símbolo da morte?


Primeiramente o que é uma Caveira? é o nome dado para o conjunto dos ossos do crânio e da face e pode simbolizar muitas coisas, que variam de acordo com o contexto.

A caveira é frequentemente relacionada com a morte, e por isso é um símbolo usado muitas vezes para indicar coisas negativas ou nocivas, como substâncias tóxicas ou situações que causam risco de vida. A sua simbologia remete para a mudança ou transformação na vida de alguém, como o princípio de uma nova etapa ou ciclo.



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