Que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados

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CARTA PASTORAL


“Que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados”

Estimados jovens e tios do Movimento CLJ, eu desejo que a Graça e Paz de Deus estejam com todos vocês.

“Exorto-vos, pois, prisioneiro que sou pela causa do Senhor, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança.” (Ef4,1-4)

Com essa passagem bíblica retirada da Carta de São Paulo aos Efésios, gostaria de discorrer sobre a Carta Pastoral do mês de Agosto que é tradicionalmente marcado pela atenção especial às vocações, não que os outros não sejam, mas é importante intensificar nossas atenções e orações neste momento.

Graças a Deus nossa Diocese do Novo Hamburgo tem desde o seu início um caráter vocacional fortemente enraizado, onde sempre rezamos, meditamos e estudamos sobre esse assunto tão importante nas nossas vidas. E os resultados disso podemos ver claramente nos frutos gerados ao longo dos anos. E nosso Movimento, em consonância com a Diocese, tem até um Departamento que se dedica a promover as vocações.

De fato, um discernimento vocacional sério não é uma tarefa nada fácil, requer muita oração, estudo, experiências e um acompanhamento sério e responsável.

Para cada um, que se abre a essa “aventura” do discernimento vocacional, mais cedo ou mais tarde vai se deparar com a vocação ao amor, que adquire uma forma concreta na vida quotidiana, através de uma série de escolhas que estruturam a condição de vida, seja qual for a sua vocação, é sempre ao Verdadeiro Amor que tendemos.

Quando, no processo de discernimento vocacional, descobrimos que fomos criados por Amor e para Amar, e que a sua finalidade consiste em descobrir como transformar, à luz da fé, os passos rumo à plenitude da alegria e felicidade às quais todos nós somos chamados, encontra-se assim o sentido da vida.

Quando se descobre que a vocação é ao Amor e para Amar, como nos diz o Papa Francisco, descobre-se que a fé “não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada — a vocação ao amor — e assegura que este Amor é confiável, que vale a pena entregar-se a Ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade”. ( Lumen fidei, 53).

Que possamos continuar a levar a sério a nossa vocação, tanto aqueles que estão em discernimento, quanto os que já discerniram sua vocação, sempre rezando uns pelos outros, testemunhando através de uma busca constante pela santidade, levando uma vida digna da vocação à qual fomos chamados e na certeza que nunca estamos sozinhos, pois podemos contar com muitos irmãos na Igreja, tanto os daqui da Terra, quanto os que intercedem por nós do Céu.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
Virgem Santíssima, intercedei por nós!
Divino Espírito Santo, iluminai-nos!
Shalom!



VOCACIONAL



O QUE É VOCAÇÃO? SOMOS CHAMADOS A SANTIDADE!

Vocação é uma palavra que vem do termo em latim vocare, que significa
convocar, chamar, escolher. É portanto, um chamado de Deus a uma determinada pessoa. Esse chamado é individual, possui características únicas para cada um. Por isso, há uma etapa fundamental na vida de cada ser humano, chamada de discernimento vocacional.

Quando se alcança a dádiva de ouvir a Deus, dizemos sim à oportunidade de dedicar nossos próprios dons a um bem maior. Essa é, sobretudo, a verdadeira realização plena, que só se alcança seguindo a uma vocação.

São infinitos os caminhos para os quais Deus convoca a cada um de nós seus filhos.

Logo, são diferentes os tipos de vocação. Pode ser na área da saúde, da educação, na área religiosa. Ou seja, diversas possibilidades que, acima de tudo, nos permitam evoluir e dar continuidade às obras de Deus.

Esse chamado não acontece de maneira isolada, mas sim dentro de um processo de desenvolvimento. E nessa jornada, as atitudes do dia a dia são fundamentais.

Quando começamos a olhar o mundo de outra forma, buscando sempre a evolução e o desenvolvimento da espiritualidade, naturalmente o processo de descoberta de vocação acontece. Voltando nossos olhos ao lado espiritual, o qual nós somos chamados a viver em santidade temos vários tipos de vocação, entre elas:

Sacerdócio, Matrimônio, Vida Consagrada e os Leigos. O mês de agosto, em síntese tem como seu principal objetivo promover as Santas Vocações, em cada semana do mês se estuda e se lembra de uma das quatro citadas acima, ressalta-se que para um bom discernimento vocacional a direção espiritual com um sacerdote(padre) é um ótimo amparo.

A santidade é dom da graça de Deus. Os santos foram homens e mulheres que se deixam se transformar pela graça de Deus e corresponder a uma vida honesta e virtuosa, buscando vivenciar através da palavra de Deus. Muitos acham que a santidade é somente viver nos mosteiros, como padres e freiras, mas isso é um pensamento errado, pois ela é possível para todos, independentemente de sua profissão.

Os grandes santos, não viviam uma santidade destacada da realidade, ou algo longe de se alcançar, mas algo no concreto do seu dia a dia, vivido com paciência e amor. Não viviam nas alturas só preocupados consigo mesmos, ao contrário, os santos eram homens e mulheres à frente do seu tempo, eram, como nos diz Jesus no Evangelho, o fermento de Deus no meio do mundo.

Um Grande exemplo disso, de santidade está nas pequenas coisas e no cotidiano da vida de Santa Teresa do Menino Jesus, que viveu a chamada pequena via, uma santidade que se dava no dia a dia. Em tudo aquilo que ela fazia, colocava amor, fazia por amor, principalmente as coisas mais humilhantes, suportava tudo sem murmurar, mas por amor.

“O mundo precisa de santos e todos nós, sem exceção, somos chamados à santidade”. E não devemos “ter medo” de caminhar no caminho da santidade, que é dos humildes e não dos arrogantes- Papa São Paulo II. E para sermos Santos, nada melhor que discernirmos nossa vocação pois com ela buscar a santidade se tornará uma tarefa mais fácil. Portanto, amados jovens e tios sejamos santos nas grandes, mas principalmente nas pequenas coisas.




PRÉ



Vocação Leiga

A vocação leiga é a maior parte da vida ativa da igreja, são os leigos que
movimentam as pastorais, os serviços e os movimentos.

Os leigos são os que praticam a espiritualidade através da vida cotidiana, como no trabalho, na escola e na familia, sendo exemplos de Cristo para os que ainda não O conhecem. Os leigos tem como dever evangelizar pessoas e ajudar na comunidade, para que a Igreja cresça em volume e em espiritualidade.

É por meio do trabalho que o homem é chamado a cooperar com Deus, servindo-O. Esta foi a honra que Ele nos deu.

Jesus nos mostrou a importância do trabalho quando assumiu, na terra, a profissão de carpinteiro.

Deus nos deu talentos individuais para que possamos desempenhar uma
atividade necessária para os outros. Devemos identificar esses dons para que possamos seguir a profissão para a qual temos aptidão e interesse.

Ninguém pode se sentir inútil ou desnecessário no mundo, já que Deus tem uma missão para todos, seja solteiro ou casado.

É importante lembrar que Deus não escolhe os capacitados, mas sim capacita os escolhidos.

Não devemos nos sentir inseguros ao servirmos a Deus, pois ele vai nos dar forças para que consigamos alcançar a Sua vontade.




PÓS


Vocação Religiosa

A Vocação religiosa é direcionada à pessoas que se consagram a Deus por meio dos votos religiosos de pobreza, obediência e castidade e, geralmente, seguem e servem a Cristo por meio de uma Congregação Religiosa.

“Ó Jesus, meu amor…minha vocação, enfim, a encontrei, minha vocação é o amor” Santa Teresinha do Menino Jesus

No entanto, assim como as demais vocações, esse não é um processo que ocorre da noite para o dia. Há uma caminhada intensa para que se possa adquirir todo o conhecimento formal e espiritual necessários para se chegar à chamada consagração.

Viver a vida religiosa não é abandonar, mas sim se tornar mais completo. É levar a presença e luz de Jesus por onde passamos: para as comunidades, para as pessoas necessitadas, para nossa família e amigos. A vocação religiosa é, portanto, uma maneira de tornar o mundo melhor.

“Verdadeiramente, a vida consagrada constitui memória viva da forma de existir e atuar de Jesus.”
João Paulo II


A vocação religiosa exige entrega total


A vocação religiosa exige que o candidato tenha o desejo de trabalhar como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a sua vida. Exige entrega total nas mãos de Deus, desejo de viver mergulhado no Senhor. Tem de gostar de rezar, de estar com Deus, de meditar Sua Palavra e participar da liturgia, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal.

O demônio tem muitas razões para tentar um religioso, pois este lhe arrebata as almas. Então, o religioso consagrado tem de viver uma vida de extrema vigilância, muita oração e mortificação, como disse Jesus.

Assim como as demais vocações, a vida religiosa exige amor a Cristo e oferta das ações a Ele. Quão rica é nossa Igreja por nos conceder, não uma, mas várias maneiras de chegar ao Céu! E por que não através da vocação religiosa?


MONTAGEM


Como podemos servir bem a vocação a qual fomos chamados?

Quando falamos em servir, é normal vincularmos isso à nossa vocação
específica, ao caminho ao qual fomos chamados. Logo vem a nossa cabeça a vocação sacerdotal, religiosa ou matrimonial. Mas temos todos um chamado anterior a este: sermos santos. Isso significa que somos chamados primeiramente a servir à Igreja, cada qual segundo seu estado de vida.

O venerável Fulton Sheen costumava dizer que se não vivermos segundo o que acreditamos, acabaremos a acreditar naquilo que vivemos. Servir à Igreja é, então, esse ato de viver segundo o que acreditamos. Dentro de uma Santa Missa, por exemplo, somos tentados a pensar no servir como exercer a função de leitores, salmista e comentarista. Porém, o servir na missa também pode ser fazer-se presente e assim ser sinal da presença de Deus para aquele irmão que está desanimado e descrente, que ao olhar para a tua perseverança, pode inspirar-se a estar ali e a voltar.

Na vida paroquial, é comum imaginarmos que o servir é tão somente estarmos envolvidos em alguma promoção/evento, dedicarmo-nos à cozinha, à copa, à limpeza ou outras funções práticas. E sim, muito são chamados a isso e fazem isso muito bem. Mas igualmente importante forma de servir é olhar para as necessidades e se colocar à disposição do outro. Servir à nossa Santa Mãe Igreja é um gesto de caridade. Ajudar mesmo que não seja solicitado, estar pronto para o que Deus espera de nós.

Quando nós, tios, olhamos para nossa caminhada, conseguimos identificar que em muitos momentos não nos sentíamos preparados para servir. Deus – ainda bem – conhece o nosso coração e nossa intimidade até melhor que nós mesmos. Por isso, Ele vai escolhendo os momentos para nos chamar a segui-lo de mais perto, exatamente no lugar em que Ele nos quer. Seja em um adiantamento de uma hora pra missa – que resulta em ajudar na organização da festa do outro dia que está precisando de gente, seja em uma missa com poucas pessoas que falta leitores. Ou, ainda, seja em um momento de fim de festa que tu estás terminando de organizar o salão e acaba chamado por uma jovem para dar formação para outros jovens num certo movimento.

E claro, nem sempre é fácil. Por vezes, servir pode ser olhar para jovens
empolgados em fazer alguma atividade, enquanto tu já estás vencido pelo cansaço e recordar que o teu sim auxilia na santidade do outro. Que Deus se entregou por inteiro na cruz, não pela metade. Que se faz presente por inteiro na Eucaristia, não só quando é conveniente. Aliás, eis aí onde PRECISA estar a vida de todo o serviço e de qualquer vocação: na Santa Eucaristia. E assim, com uma vida sacramental, de oração, confissão e comunhão, servimos mais e melhor a Deus. Fazer a vontade de Deus é assim mesmo: querer segui-lo até mesmo – ou principalmente – nos momentos em que o mais fácil seria dizer não e ir descansar.



LITURGIA


O Discernimento Vocacional é o passo chave para que sejamos verdadeiramente felizes aqui na terra. Descobrir o que Deus espera de nós, permite que possamos cumprir a vontade d’ele e assim, sonharmos os sonhos de Deus.

O Discernimento Vocacional é um período de conhecimento. Tempo em que nos dedicamos para nos conhecer, conhecer as vocações e ao próprio Pai. Durante esse tempo, podemos realizar algumas atividades para que ao final do discernimento, possamos tomar uma decisão de modo concreto, verdadeiro e cheio de amor.

Para isso, seguem algumas diquinhas:

1. Suplique: No primeiro momento você precisará pedir a Deus que ilumine-o nessa caminhada. Que Ele possa o auxiliar a estar aberto a conhecer e a ouvir a voz d’Ele e que assim você consiga encontrar entre as entrelinhas a vontade do Pai.

2. Busque Conhecer: No segundo momento você precisará buscar conhecer as vocações, entender o modo de vida e conviver com pessoas que deram esse SIM a Deus. Para isso, nossa diocese oferece os recolhimentos vocacionais periódicos, em que você pode colocar-se na experiência de viver com os padres e seminaristas, irmãs ou com casais que trilham o caminho do matrimônio.

Essa experiência é fundamental no processo de discernimento, pois te auxiliará a ampliar teu horizonte e conseguir ver Deus em todos os sim dados, seja na casa acolhendo os filhos, na paróquia doando-se a comunidade ou no claustro estando livre enquanto presa.

3. Ouça: Agora é preciso se retirar e ouvir. Deus vai lhe falar qual é a sua vocação e como você deve bem vive-la, mas é preciso que você possa silenciar e permitir escutar o Pai. Esse é o momento para você participar de retiros, adorações, terços e vigílias em frente ao sacrário. Deus irá o guiando e conduzindo os teus passos, basta que você se entregue nos braços do Pai.

Dica extra: Tenha um Diretor Espiritual. Durante todos os momentos um Diretor Espiritual irá conseguir te guiar e auxiliar nessa caminhada de descobrimento e encontro. O DE vai te proporcionar reflexões e momentos de orações que podem ser peça chave no seu Discernimento.

Independente da sua vocação, ame sem cessar, porque como diz Santa Teresa d’Ávila: É o amor que dá sentido a todas coisas.


FOLCLORE


Para você que está com aquela dúvida sobre sua vocação, seguir o matrimônio, ser sacerdote ou seguir uma vida religiosa consagrada, acima de tudo, você deve primeiramente rezar nestas intenções, segundo buscar um aconselhamento do seu pároco, até se possível ter um diretor espiritual, e aí fazer os acompanhamentos, e também quero aqui dar a dica de um perfil no insta que é do @padrelucasfolego, onde eles posta caixinhas de pergunta, você pode deixar a sua, que ele irá te ajudar
no que for de seu alcance.




PROMOÇÕES


Vocação Sacerdotal

Para entendermos o que é vocação sacerdotal, precisamos primeiramente
entender o que é vocação. A palavra vocação deriva do latim “vocare”, que significa chamar ou convocar alguém. Então a vocação seria o chamado individual que Deus faz a alguém e cuja realização vai além da capacidade humana, mas concretizada graças à capacidade que ele em nós efetiva. Assim, todos os fiéis têm um chamado para realizar a sua vida cristã conforme a missão que Deus lhes confere.

Dentre as quatro vocações que somos chamados individualmente a viver,
possuímos uma em comum que é a santidade, onde buscamos a Cristo seguindo os seus preceitos evitando o pecado, pois dessa forma, estamos dizendo não ao nosso salvador. Em Gênesis vemos como Deus nos formou: “O senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente”. Dessa forma, vemos que Deus nos deu a vida e deu-a para vivermos e buscarmos a santidade que deve ser o objetivo de todos aqui na terra.

A vocação sacerdotal é a vocação daqueles que são chamados a servir o povo de Deus como seus pastores, guiando-os no ensinamento da Palavra de Deus e nos sacramentos. Uma coisa importante a ser ressaltada é que o sacerdote e o bispo, carregam o sacerdócio de Cristo. Essa vocação é exercida através do sacramento da ordem possuindo três graus, são eles diaconato, presbiterado e episcopado, quem exerce o sacerdócio de Cristo são os bispos e sacerdotes, já os diáconos servem a eles.

O sacramento da ordem foi instituído na santa ceia, quando Cristo ordenou os doze apóstolos com a missão de pastorear o rebanho de Deus, dando continuidade a sua obra. É próprio do sacerdote, agir “in persona christi” ( na pessoa de Cristo), através dos sacramentos, ou seja, quando nos confessamos com um padre ou bispo, estamos nos confessando diretamente com Deus que age através do ministro ordenado, exercendo o seu único sacerdócio que foi transmitido aos
apóstolos, e que continua sendo transmitido até o breve momento.

Ser sacerdote, é ser outro Cristo aqui na terra, por isso essa
vocação se torna tão importante e necessária para a
humanidade.




EVENTOS




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