Vocação Graça e Missão

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Amados jovens do nosso movimento, chegamos ao cabo de mais um ano; neste tempo todo especial em que já respiramos o ar das férias, das festividades de fim de ano, especialmente o Santo Natal, a Igreja nos propôs também um novo tempo de reflexão em torno da Vocação.

Estamos de fato já dentro do Ano Vocacional na Igreja do Brasil.

Com o tema Vocação: Graça e Missão e o Lema: Corações ardentes e pés a caminho; a especificidade deste ano vocacional está em não se voltar tanto para a reflexão em torno da vocação específica de cada um de nós, e sim na vocação comum de todos enquanto Igreja de Jesus Cristo.

Somos Igreja, porque Jesus nos redimiu e pela fé, recebida no batismo fomos enxertados em Cristo, nos tornamos filhos no Filho, em Jesus Cristo. Portanto, como filhos, somos também herdeiros do Reino dos Céus, da vida Eterna. Esta é a nossa vocação, somos chamados desde antes da fundação do mundo, a sermos santos diante de Deus no amor (Cf. Efésios 1,4), portanto para participarmos da comunhão dos santos na vida celeste. Esta é a graça da vocação. É graça porque o Senhor nos concedeu esta realidade de forma gratuita, por uma iniciativa da sua misericórdia, sem mérito algum de nossa parte.

Nossa missão portanto, enquanto vocacionados, é vivermos neste mundo como filhos de Deus. Somos parte do Povo de Deus, membros do seu corpo que é a Igreja. Não podemos jamais renegar esta condição, mas assumi-la em todo nosso proceder. Sermos filhos de Deus, membros de seu corpo que é a Igreja deve ser o motivo para o nosso proceder de forma reta, honesta, leal, sóbria e fiel. Nossa missão é testemunhar no mundo esta realidade a que somos destinados. Com palavras e principalmente com nosso proceder precisamos anunciar ao mundo a boa nova do Evangelho que salva pela fé e adesão aos ensinamentos e à pessoa de Jesus Cristo.

Lembremo-nos disso, não podemos suspender temporariamente (durante o período das férias) esta condição de filho de Deus, membros do corpo de Cristo, que é a Igreja. Portanto descansemos dos nossos estudos e trabalhos, mas descansemos em Deus, com vida de oração, participação nos sacramentos e vida íntegra, conforme os mandamentos do Senhor.

Desejo a todos um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo!



PRÉ


O que é Advento

Segundo o dicionário o advento é Aparecimento, chegada (de alguém ou algo).

Nós católicos vemos que o Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal e começa quatro domingos antes desta festa.

A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.

Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.

Celebrar o Natal é celebrar a intervenção de Deus sobre a terra. Deus Todo-poderoso deixa seu trono no céu e vem morar conosco. Mais ainda, não só vem morar conosco como também se torna um de nós em tudo, menos no pecado, como atesta São Paulo. A vinda de Cristo à Terra revela que o ser humano não está sozinho, ele pode contar com Deus.

Desperta-se, assim, a esperança de dias melhores. Porque Deus está conosco podemos, já no presente, contemplar aquilo que ainda almejamos para o futuro (Hb 11,1).

A segunda vinda de Cristo não deve causar medo em quem o espera, longe disso, precisa causar alegria. Com a sua vinda, Ele restaurará todas as coisas. Existirá uma nova terra e um novo céu (Cf. Ap 21,1). Tudo que é velho será transformado em novo, a escuridão em claridade. Ele enxugará toda lágrima dos olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passarão (Cf. Ap 21,4).

Estamos a poucos dias do Natal, enquanto isso, o nosso coração está ansioso à espera do nascimento do Menino Jesus. “A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da ‘Primeira Aliança’, tudo ele faz convergir para Cristo, anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda” (Catecismo, 522). Ao “celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza essa espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda” (Catecismo, 524). Por esse motivo, o Advento é um tempo marcado, sobretudo, pela esperança.

Celebrar o Natal é celebrar a intervenção de Deus sobre a terra. Deus Todo-poderoso deixa seu trono no céu e vem morar conosco. Mais ainda, não só vem morar conosco como também se torna um de nós em tudo, menos no pecado, como atesta São Paulo. A vinda de Cristo à Terra revela que o ser humano não está sozinho, ele pode contar com Deus.

Desperta-se, assim, a esperança de dias melhores. Porque Deus está conosco podemos, já no presente, contemplar aquilo que ainda almejamos para o futuro (Hb 11,1).



PÓS


Natal, uma festa Cristã ou pagã?

Temos a primeira notícia da Festa do Natal no ano de 336, que ocorreu em Roma, mas seu foco não era o Nascimento de Jesus. Como assim?

Naquela época, se difundiu no mundo greco-romano o culto ao sol, sendo que o Imperador Aureliano quem deu a esse culto uma importância oficial, tornando-se a grande festa do imperador como também um símbolo da luta pagã contra o Cristianismo.

A principal data desta festa era 25 de dezembro, celebrada no solstício de inverno, representando a vitória anual do sol sobre as trevas. Para a Igreja, seria muito difícil abolir esta celebração pagã, então sabiamente os cristãos buscaram purificar e transformá-la em uma festa litúrgica, dando um novo significado a ela com base em uma rica temática bíblica:
Lucas 1, 78 e Efésios 5, 8-14.

Enquanto celebravam o nascimento do sol, a Igreja apresentou aos cristãos o nascimento do verdadeiro sol: Cristo, que apareceu ao mundo após longas noites de pecado, pois Jesus Cristo é a verdadeira Luz, o Sol de justiça, aquele que nasceu de uma Virgem e fora adorado pelos pastores. A respeito disso fala Santo Agostinho: “Celebremos este dia não como os infiéis por causa deste sol, mas por causa daquele que fez este sol”.

Este é um período propício para nos aprofundarmos no conhecimento e na experiência concreta com o amor do Pai manifestado pelo nascimento miraculoso do Menino Deus. Um Deus que, ao nascer no corpo humano, manifestou-se de modo palpável e surpreendente a todos nós. Celebrar o Natal é celebrar o Sol da Vida, que nos ilumina com Sua graça salvadora.

É a luz de um novo tempo, que nasce em nosso coração e deseja fazer morada definitiva em nós.




FOLCLORE


Músicas Natalinas Católicas

Entrada: Cristãos vinde todos
Glória: Glória bonito
Ofertório: Sobe a Jerusalém
Comunhão:
Ação de graças: Simplesmente amar
Final: Noite Feliz


PROMOÇÕES


Sim, Papai Noel existiu

Por muito temos em nossa cabeça que o próprio papai noel é uma invenção criada pelo “Sistema Capitalista Opressor”, para que as vendas desta loja pudessem render mais na época de final de ano! Mas a história verdadeira não é essa.

Papai Noel na verdade foi um bispo muito importante de 270 a.c, oriundo da atual Turquia.

Filho de pais nobres e muito virtuosos, se chamava Nicolau, hoje um grande Santo da Igreja Católica, onde combateu com fervor a heresia ariana.

Após a morte de seus pais dedicou toda sua herança para a ajuda dos necessitados, brotando cada vez mais dentro de si a vontade de servir a Deus.

Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.

Certa vez, ficou sabendo que um homem havia perdido todo o seu dinheiro. Ele tinha três filhas, que tinham idade suficiente para o casamento, mas não tinham os dotes para a celebração. Por isso, as filhas do pobre homem seriam vendidas como escravas, pois não poderiam viver na casa por mais tempo. Na noite antes da partida da filha mais velha que seria vendida, ela lavou suas meias e as colocou em frente ao fogo para que secassem. Na manhã seguinte, a jovem viu que havia dentro de sua meia uma bolsinha com ouro. Daí que, nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas
brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Com a morte do bispo de Mira, Nicolau foi eleito seu sucessor. A obediência fez com que Nicolau abandonasse a solidão para assumir as responsabilidades de bispo. Conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres em favor, sobretudo, dos enfermos.

São Nicolau de Mira foi venerado como santo ainda em vida. De fato, sua caridade e sabedoria, eram admiráveis. Além disso, quando ainda estava vivo, vários milagres aconteceram por usa intercessão. Por isso, sua fama se espalhou entre os cristãos da Ásia.

Que nesse tempo de advento possamos voltar nosso olhar.

Que neste tempo do advento possamos voltar nosso olhar para o verdadeiro sentido do Natal, e para isso, a Igreja, como nossa mãe, com diversas celebrações, com hinos, cânticos e outras palavras do Espírito Santo, nos ensina como receber convenientemente e de coração agradecido este imenso benefício e a enriquecer-nos com seus frutos, de modo que nos preparemos para a chegada de Cristo nosso Senhor. Que São Nicolau interceda por cada um de nós e nos ajude a crescermos na fé, esperança e caridade.



VOCACIONAL


Fica ligado pra não perder a Missa de preceito

É celebrado na quinta-feira, dia 8, o dogma da Imaculada Conceição de Maria Apesar de não ser feriado em algumas cidades, é dia santo de preceito, e devemos nos organizar para participar da celebração junto com a igreja de todo o mundo.

Mas o que seria um dogma? um dogma é uma verdade de fé proclamada em ato solene pela Igreja após longos e profundos estudos de ordem bíblica e teológica-espiritual.

O professor de História da Igreja, Felipe Aquino comenta que, no caso do dogma da Imaculada Conceição de Maria, a Igreja sempre acreditou que Maria foi concebida sem o pecado original e também não teve nenhum pecado pessoal.

“O que acontecia é que, de vez em quando, surgia alguma dúvida de algum teólogo sobre o tema, então, para botar fim a isso, o Papa proclamou como dogma de fé, ou seja, algo que não pode ser mudado e que todo cristão deve acreditar”

Jesus não tinha nem nascido ainda, nem passado por sua paixão, quando Deus concedeu a Maria a salvação, comenta o professor de História da Igreja. “Sabemos que para Deus não há passado e futuro, tudo é presente. Então, no presente de Deus, Ele antecipou a graça da salvação para Nossa Senhora. Nós fomos salvos do pecado original pelo batismo, Nossa Senhora foi salva por antecipação”.



LITURGIA


Exame de Consciência

Há muitos anos, a Santa Igreja e vários santos tem nos ensinado que o Exame de Consciência é uma importante ferramenta para nossa busca pelo céu. Olhar para trás com este intuito de observar quem temos sido nos ensina a conhecermo-nos, a entendermos quais as nossas maiores dificuldades, compreendermos quais as nossas maiores forças e, no fim, mudar.

Examinar a nossa vida tem esse intuito: nos mudar para melhor, pouco a pouco, e assim nos fazer chegar ao céu.

Por isso, neste último diocesaninho do ano, te fazemos o convite de olhar para trás.

Foram 12 meses vividos em 2022, e quem fomos nesse ano? Se Cristo viesse agora em nosso lar como um amigo que nos visita, quem Ele encontraria? Será que Ele teria vontade de sentar conosco à mesa para um café?

Bom, essas são perguntas que só você pode responder considerando toda a sua caminhada nesses quase 365 dias.

Olhar para trás é reunir as forças necessárias para seguir em frente. Vamos lá?

O que fiz de bom?

Em que virtude você melhorou nesse ano?

Conseguiu ajustar algum ponto de sua vida que lhe trazia dificuldades?
Como foi o relacionamento com a sua família? E com o seu os amigos?
Como foi o seu servir no CLJ? Como foi o seu servir na sua paróquia?
Sua vida de oração foi sincera? Conseguiu se aproximar mais de Cristo?

O que fiz de ruim?
O que eu deveria ter feito diferente neste ano?
Quais coisas ainda me afastam de Cristo?
Magoei alguma pessoa que amo? Tenho dificuldade de perdoar alguém que me magoou?
Deixei que as minhas vontades fossem maiores que as de Deus?

O que poderia ter feito melhor?

Em quais pontos eu poderia ter tido resultados melhores?
Me dediquei o máximo que podia nas tarefas da escola?
Me esforcei para ser um filho bom para meus pais?
Sou um funcionário que compreende a importância do seu empenho e dedicação no emprego?
Fui um Católico que agradaria Deus?

Com essas perguntas, podemos encontrar um rumo para o Exame de Consciência deste ano que está terminando. Fique à vontade para também acrescentar as suas perguntas.

O ato de examinar-se não tem o objetivo de fazer com que fiquemos tristes com os resultados, mas sim nos dar impulsos e bons propósitos para a conversão. Não demore a fazer os teus.

Olhe para trás e trace um desenho fiel de quem você foi, sem medo. A alegria desta vida é a graça de saber que, se Deus quiser, podemos melhorar no segundo seguinte a nossa decisão de transformação.

Entenda quem você foi e tente imaginar quem você pode ser se for mais
entregue, fiel e caridoso. E tente. Estabeleça bons propósitos e seja firme neles, reconhecendo que diante das quedas, recomeçar é o melhor caminho.

Empenhe seus dias nas pequenas lutas rumo ao céu, e não tenha dúvidas de que Deus te concederá todas as graças necessárias para a sua salvação.


MONTAGEM


Próspero ano novo

No final do ano é comum as pessoas listarem metas e objetivos para o próximo ano… Mas nós como cristãos, o que podemos fazer a respeito??

Se pensarmos em deixar para depois, possivelmente vamos “empurrar” algumas coisas ainda mais… Nessa época em que aguardamos o nascimento do Salvador, é o tempo ideal para refletirmos como podemos viver bem este tempo, e assim também iniciar da melhor forma o próximo ano.

Às vezes nos preocupamos muito com as nossas tarefas diárias, como estudo e o trabalho.

Com certeza são coisas de extrema importância, mas é importante refletirmos como está nossa proximidade com Deus. Muitas vezes deixamos de lado as orações, momentos de intimidade, e até mesmo postergamos a confissão, para no reconciliar. É importante vivermos o dia como se soubéssemos que Cristo voltaria instantaneamente.

Que de fato possamos parar para pensar nisso: Como está nossa proximidade com Deus?

Como quero algo novo para o próximo ano se não procuro mudar agora? Que nesse final de ano você possa parar por um instante para rezar e refletir aonde você pode melhorar a sua afinidade com Deus. Que em suas orações você possa pedir a ajuda de nossa mãe Maria para que ela também possa te acompanhar para um 2023 muito. SHALOM!




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